Thursday, May 21, 2009
Thursday, April 30, 2009
A trivialidade é a inconstante perfeição que deixamos escapar
O que acharam?
Monday, April 27, 2009
Come on you slaaags
Nome: Richard D. James
Irlanda, 1971 (porém criado na Inglaterra)
Para quem já conhece ótimo, para quem nunca ouviu falar vale a pena conhecer. Considerado pelo jornal ingles The Guardian como o cara mais influente da música eletrônica contemporânea, em várias entrevistas diz não ter influências de música alguma a não ser a dele. Eu “truco” isso, acho que ele não quer citar o que o influencia porque acredito que deve ser um saco para um artista fazer isso, em parte parece que tira o mérito da criação.
Playlist:
Analogue Bubblebath 1 (as Afx)
Windowlicker
Vaz Deferenz
Donkey Rhubarb
Come on you Slags
Cock/Ver10
Vordhosbn
Afx237 V7
Ziggomatic 17
Monday, April 13, 2009
Chris Cunningham
Diretor de vídeoclipes é pouco para definir Chris Cunningham, nascido em 1970 na Inglaterra. Tudo bem que já dirigiu clipes para Madona, Autechre, Squarepusher, Aphex Twin, Björk, Portishead e outros, ele já fez também outros trabalhos incluindo desenhos de personagens para o filme O Juiz, Artificial Ingelligence que originalmente é um projeto do Kubrick adotado por Spielberg , Alien Ressurection, e Nightbreed do Clive Barker (criador e diretor da famosa série de filmes Hellraiser), trabalhando em alguns também fazendo modelos dos personagens, maquiagem especial e efeitos especiais.
Chegou a ser chamado para ser diretor de uma versão em filme do livro Neuromancer, um clássico considerado criador das ambientações cyberpunks o qual ele acabou saindo por achar que muitas das características principais do livro ja foram copiadas e usadas em outros filmes.
Cunningham tem um estilo normalmente sombrio e bizarro, que acaba as vezes dando problema, como o clipe que fez para a música “Sheena was a Parasite” da banda The Horrors que foi proibido de passar na MTV por ser “muito perturbador”.

Voltando aos videoclipes, Chris parece ter quase que uma parceria com a warp records, citada no primeiro post do blog, por já ter feito clipes para Autechre e Aphex Twin, sendo a parceria ainda maior com o Aphex, por causa de vários clipes:

Come to Daddy, onde várias crianças com rostos deformados do Aphex saem quebrando tudo com pedaços de pau, enquanto um rosto distorcido as convoca por um televisor dizendo “come to daddy” “i want your soul, i will eat your soul” e outras coisas, até que o ser sai da televisão, faz uma velha infartar hahaeuhaeu e agrega as criancinhas.
Windowlicker, um clipe hilário e assustador parodiando os clipes dos rappers americanos, com uma certa crítica ao sexismo e ao racismo.
Rubber Johnny, segundo o site oficial do vídeo, Johnny (representado pelo próprio Cunningham) é uma criança mutante hiperativa que fica trancada em um porão somente com sua imaginação e um cachorro aterrorizado de compania procurando uma maneira de se divertir no escuro. A parte musical é de uma musica do Aphex chamada Afx237 v7, do cd Drukqs.
Monkey Drummer, da música Mt Saint Michel + Saint Michaels Mount do cd Drukqs, onde um robô com 6 bracos e 2 pernas humanas e cabeça de macaco toca uma bateria no ritmo frenético da musica, ele toca até com o p**.
Tem também a vídeoinstalação Flex (link para versão curta, a original tem 17 minutos) do Cunningham com a trilha feita pelo Aphex, exibida na bienal de Veneza, onde dois corpos de sexos opostos flutuam no escuro sugerindo que o sexo é a única maneira que o ser humano tem para curar sua solidão, e mais para frente o ato sexual se transforma em algo violento, cheio de desejos. Consta na ficha técnica o nome do Chris como soundesigner, sinceramente não sei porque, considerando que o Aphex Twin que fez a trilha, fato é que ele já fez algumas composições, já estudou música e produção musical.
Alguns dos outros trabalhos dele incluem uma propaganda do videogame Playstation , uma da Nissan, uma música para uma propaganda da Gucci dirigida também por ele, dentre outros.
Um dos caras mais importantes para o vídeo e para a arte das ultimas duas décadas.
Outros vídeos:
Trailer da carreira de Chris
Portishead – Only You
Autechre – Second Bad Vibel
Madonna – Frozen
Björk – All is Full of Love
Squarepusher – Come on My Selector
Friday, February 20, 2009
Reactable


Reactable é um sintetizador com uma interface bem diferente do que conhecemos como sintetizador. É baseado em uma superfície tangível aonde todos os controles existentes em um sintetizador modular comum podem ser modificados através de objetos.
Colocar um objeto na superfície é como apertar um botão e deixá-lo pressionado, os parametros podem ser modificados de acordo com a posição do objeto, rotação ou controles modificados pelos dedos, em linhas e campos animados que surgem em volta e entre os objetos.
O instrumento foi criado em 2007 por uma equipe de Luthiers digitais (Sergi Jordà, Martin Kaltenbrunner, Günter Geiger and Marcos Alonso), do grupo de tecnologia musical da Universidade Pompeu Fabra em Barcelona. Ele foi criado com o objetivo de ser colaborativo, intuitivo e inovador, não é atoa que ganhou vários prêmios como Ars Electronica Golden Nica na categoria de música digital, o Premi de la Cuitat de Barcelona 2007 de instrumento musical mais inovador e duas D&AD Yellow Pencils nas categorias de instalação digital e design.
Mas como ele funciona?
São 6 tipos de objetos diferentes;
-Os quadrados são geradores de som, onde a frequência (afinação) é modificada pela rotação do objeto, e a amplitude (volume) arrastando o dedo em um campo animado que aparece na mesa em volta do objeto. O som pode ser cortado fazendo um movimento com o dedo “cortando” a linha que fica entre o objeto e o centro da mesa.
-Quadrados com pontas arredondadas são filtros de som, que adicionam diversos efeitos semelhantes a pedais de guitarra, e criam uma linha com o gerador que está relacionado (o mais próximo).
-Objetos circulares são controladores que agem no objeto mais próximo a eles, podendo ser usado para efeitos como variar o pitch do som gerado, ou efeitos parecidos com wah wah.
-Octágonos e pentágonos são filtros de controle e mixers respectivamente, podem ser usados como samplers e mixers, ativando loops, criando melodias e mudando o tom dessas melodias.
-Objetos redondos são os chamados objetos globais, que têm um campo redondo em volta deles que age em qualquer objeto que esteja dentro desse campo, normalmente usados como metrônomo ou para manter o som gerado por eles em um mesmo tempo ou corrigindo as afinações geradas pelos geradores ou filtros de acordo com um tom.
E como o reactable entende tudo isso e transforma em som?
Em baixo da superfície tem um projetor e uma câmera, o projetor para efeito visual, e a câmera, equipada com um sistema chamado reacTIVIsion que permite que varios fatores sejam identificados, como qual lado dos objetos está para baixo, aonde eles estão em relação ao centro da mesa e em relação uns aos outros, e todos os outros fatores que estão pré programados para modificar algo. Este mesmo sistema manda informação para o projetos criar os campos e linhas que surgem com os objetos.
O reactable já andou pelo mundo em exposições de arte e tecnologia, como o FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) em São Paulo, ou em palcos com músicos, sendo a mais notória a islandesa Björk, em sua recente tournê do cd Volta.
Vídeos
Reactable basic demo #1
Reactable live in Berlin
Björk – Hyperballad + Pluto (Coachella 2007)
Agora sim semana que vem novo artista e novo set.
Thursday, February 19, 2009
???????????
O que é isso?
Huh?
Isso são fotos de análise de espectro de músicas, a primeira é de uma chamada Complex Mathematical Equasion do Aphex Twin, e a segunda, Look do Venetian Snares (cd Songs about my cats). Mas
como funciona? As fotos mostram o que está presente na música em questão de frequências, a parte baixa da foto sendo os graves subindo até os agudos.
Acha que é fake? Faça você mesmo, http://www.bastwood.com/aphex.php , ou assista no youtube
http://www.youtube.com/watch?v=p1dqQtBw-fo&feature=related .
Ou pegue o soft e essas duas tracks.
Semana que vem, novo post e novo set.
Friday, January 9, 2009
You heard Venetian Snares and you said “Thats Freaky”
colocar um set pequeno so de músicas deles.
Nome: Aaron Funk
Aka: Venetian Snares
Nascido em Winnipeg no Canadá em 1975
Com um estilo bem agressivo e músicas que não obedecem
o tradicional compasso 4/4, pra mim é um músico completo,
vai da melodia até o barulho e de volta à calmaria (ou não
hehe). Usa samples bem legais e inesperados, como na
música Epidermis que contém samples do vocal da Siouxie
Sioux, da banda Sioux and the Banshees.
As capas de seus cds também são bem legais, como por
exemplo:


Com cds como: cavalcade of glee and dadaist happy hardcore pom poms, making orange things e
a giant alien force more violent and sick than anything you can imagine, além de muito competente o cara é cheio de influências, em uma entrevista onde o reporter chamou sua música de ecleticista, ele falou que prefere surrealista.
Ouça:
Lastfm
Myspace
Site Oficial
Vsnares set by Ubu
Playlist:
1- Hand Throw
2- Sink Snow Angel
3- Miss Balaton
4- Donut
5- Einstein Rosen Bridge
6- Abomination Street
7- Gentleman
Tuesday, January 6, 2009
Can dumb people enjoy IDM too?
IDM, ou Intelligent Dance Music é o nome mais ridículo que conseguiram para tentar definir um estilo musical, diz-se que o nome surgiu de uma lista de email que foi criada para discução de música eletrônica. O termo começou a ser usado principalmente na Inglaterra nos anos 90. Acaba que foi o que “pegou” de vários nomes que tentaram usar para rotular artistas que fazem música eletrônica que não se parecia com os estilos que já eram consolidados e conhecidos.
Em geral há muita diversidade dentro dos artistas rotulados IDM, diferenças enormes de bpm e texturas o que deixa ainda mais ridículo pensar em IDM como estilo musical.
Felizmente os músicos concordam, como por exemplo, em uma entrevista, um músico considerado ícone da IDM conhecido como Aphex Twin disse: “eu acho bem engraçado que existam termos assim para definir música, é basicamente dizer: isso é inteligente e todo o resto é estúpido, é uma sacanagem com os outros músicos”. E realmente é, imagine os outros produtores que ficaram de fora do movimento pensando, “será entao que eu faço Stupid Dance Music?”. Um outro músico também rotulado como IDM, conhecido como Kid 606 chamou de elitista, e disse que faz a música parecer muito mais do que ela realmente é, o que eu também concordo.
No final das contas tem muita coisa foda rotulada como IDM, os 2 já citados e alguns outros que vou postar mais para frente só sobre o artista.
Para terminar, uma boa maneira de conhecer esses músicos é ouvindo coletâneas de selos como Warp Records e Planet Mu.











